O que Mais Conta no Currículo Profissional para Residência Médica

O que Mais Conta no Currículo Profissional para Residência Médica

Se você ainda tem dúvidas de como montar seu currículo profissional para residência médica esse artigo é para você.

Se os médicos acharam que o vestibular foi a parte mais difícil da vida acadêmica, provavelmente ainda não chegaram na fase do concurso para a residência médica.

Ele é considerado, inclusive, como um segundo vestibular de medicina, então já deu para entender um pouco da dificuldade.

Há uma etapa das provas que deixa os candidatos cheios de dúvida: a análise curricular.

As provas são realizadas em três fases, sendo a análise do currículo a segunda.

Primeiro eles enfrentam uma espécie de peneira com a prova teórica e prática, onde os candidatos que não chegarem na nota mínima pré-determinada ao concurso já são descartados, como acontece nos vestibulares.

Depois há a análise curricular e por último a entrevista pessoal, com uma banca avaliadora.

Muitos candidatos passam a se preparar para esse momento ainda na faculdade, mas fica uma dúvida em relação ao currículo.

Não é necessário apenas ter ingressado em uma boa instituição e alguns anos de trabalho, a segunda fase pede um pouco mais dos estudantes.

No entanto, eles não têm muita noção do que mais conta para os avaliadores, e o medo de não seguir para a fase de entrevistas é bem presente.

Para te ajudar, separamos um conteúdo bem interessante sobre esse assunto, continue lendo e saiba mais sobre currículo profissional para residência médica e também:

A entrevista e o currículo profissional para residência médica

O que você precisa ter no currículo profissional para residência médica

Como preparar o currículo profissional para residência médica

 

A ENTREVISTA E O CURRÍCULO PROFISSIONAL PARA RESIDÊNCIA MÉDICA


Embora ele seja analisado previamente na fase anterior, a entrevista vai girar em torno do seu currículo.

É o currículo que mostra a banca avaliadora quem você é como profissional, reunindo no documento tudo que você já fez nesse âmbito.

Para alguns concursos, não é feita uma sabatina entre o candidato e a banca, e a entrevista se dá, exclusivamente, pela análise curricular.

Mas, mesmo assim, é importante saber que tudo que está no documento vai ser verificado antes e perguntado a você.

Assim, o mais importante ao candidato não é ter inúmeras facetas interessantes em seu currículo, mas saber o que está lá e a argumentar sobre isso.

 

Saiba mais dicas de coaching para ficar totalmente preparado para a residência.

 

O QUE VOCÊ PRECISA TER NO CURRÍCULO PROFISSIONAL PARA RESIDÊNCIA MÉDICA


Não existe uma regra geral para a composição de um bom currículo, tanto que as opiniões quanto a isso são bastante divergentes.

A interpretação da banca pode ser negativa mesmo que você tenha uma porção de atividades extras e práticas.

A participação em eventos e plantões, e até mesmo ligas médicas, indicam uma vida prática ativa durante a faculdade, e contam pontos, mas pode ser encarado de forma negativa pela banca.

Embora seja excelente que o aluno participe dessas atividades, para alguns pode ser um sinal de que isso só foi feito para matar outras atividades obrigatórias durante o curso, então você precisa demonstrar o contrário na hora de entrevista.

Por outro lado, algumas coisas são imprescindíveis e precisam aparecer no currículo, como é o caso dos conhecimentos em línguas estrangeiras e em informática, algo considerado fundamental a qualquer médico.

Eles não vão pedir que você saiba como formatar um computador ou que fale outra língua com fluência, assim como outras línguas, mas ao menos o conhecimento básico das principais funções da informática e falar o inglês razoavelmente bem já faz grande diferença.

Para o idioma, inclusive, é essencial ter um certificado de proficiência na língua.

O inglês, por ser considerado universal, é ideal, mas outros idiomas também são considerados e a proficiência é importante.

O candidato ainda precisa apresentar a participação em atividades acadêmicas e monitorias, que são feitas ao longo do curso e muito bem vistas pela banca.

 

No Estados Unidos a cartão de recomendação é um ponto importante no currículo, e embora não tanto praticada no Brasil, ela também pode ser apresentada na prova de residência.

Se ao longo da faculdade teve contanto com determinado professor, especialmente aqueles que são da área para qual pretende se especializar, não tenha medo de pedir pela carta.

Fará grande diferença na banca a recomendação de alguém da área e que, diferente deles, te conhece como aluno e as vezes até como profissional.

E não fique muito preocupado com o tamanho do seu currículo.

O tamanho não é sinônimo de que é melhor do que de outro candidato.

Até porque, você terá que defender tudo que está nele durante a entrevista, então o que menos importa é se o currículo tem três folhas ou quatro, em hipótese.

 

COMO PREPARAR O CURRÍCULO PROFISSIONAL PARA RESIDÊNCIA MÉDICA


O currículo apresentado por um profissional da área médica é diferenciado dos de outros profissionais, mas também exige que seja objetivo e claro como qualquer outro.

Assim, é necessário que o candidato o prepare com certa organização e bastante atenção aos editais, já que alguns tem normas especificas de como ele deve ser montado e até formulários online a serem preenchidos.

Em geral recomendam uso do currículo Lattes, um modelo usado para pesquisa e especificamente as provas de residência medica.

Ele consegue trazer mais detalhes sobre a graduação nesse formato.

O modelo é como um artigo cientifico, apresentando capa, sumario identificação com os dados pessoais e uma foto do candidato.

Também será inclusa a formação acadêmica, carga horária do curso e estágios, detalhes sobre o trabalho de conclusão de curso.

Esse modelo agrega ainda atividades acadêmicas, como pesquisas, também com a carga horária, o professor orientador e outras informações; estágios com informações do coordenador e hospital que foi ministrado; idiomas com nível de fluência e outros cursos feitos; premiações e títulos; produção biográfica e apresentação de trabalhos em congressos; a participação em eventos e curso; e outras atividades pertinentes a área médica.

É um formato mais completo e que consegue exemplificar, em detalhes, mesmo que objetivo, a vida profissional e acadêmica do candidato perante a banca.

O modelo é mais extenso, pela quantidade de informações são colocadas nele, mas é uma forma organizada e que consegue trazer todos os dados necessários para um residente médico.

A vida de estudante de medicina, tal como ele já formado e atuando na profissão, não fica limitada apenas na sala de aula, como ocorre em muitos cursos, por isso essas atividades extras são tão cobradas e bem vistas pela banca na hora de analisar um candidato por seu currículo.

 

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