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Saiba o que é Cobrado na Prova Prática de Residência Médica

Saiba o que é Cobrado na Prova Prática de Residência Médica

Entenda como funciona a prova prática de residência médica, fase mais difícil dos processos seletivos.

A residência médica é uma etapa da vida acadêmica dos médicos, onde eles precisam passar por uma espécie de concurso para conseguir participar do programa de ensino.

A Comissão Nacional de Residência Médica (CNRM) é quem regulamenta o processo de seleção, junto ao Ministério da Educação (MEC), nessa etapa os profissionais da saúde precisam prestar três provas, uma delas é prova prática de residência médica.

A prova prática de residência médica é, normalmente, aplicada junto a teórica e tem peso médio de 40% de todo o conteúdo trabalhado nos processos de seleção.

Ela é bastante temida pelos candidatos, visto que é uma parte extensa do processo seletivo.

Por conta da dificuldade, é indicado que os médicos não participem do concurso assim que terminam a graduação, para que possam ganhar experiência na profissão e tenham um melhor desempenho na prova prática prova prática de residência médica.

Esse, no entanto, não é o único motivo, uma vez que a análise curricular também é importante para a pontuação final, onde o candidato também precisa apresentar certa experiência, por isso continue lendo esse artigo e saiba mais sobre:

▷  A prova prática de residência médica não é obrigatória

▷  Como funciona a prova prática de residência médica

▷  Dificuldade da prova prática de residência médica


A PROVA PRÁTICA DE RESIDÊNCIA MÉDICA NÃO É OBRIGATÓRIA


Embora a maioria das instituições realizem a parte prática, ela não é um processo obrigatório.

O CNRM instaurou a aplicação da prova prática de residência médica em 2004, por meio da Resolução 008/04, mas ela entrou como algo opcional.

No caso, fica a critério da própria instituição a aplicação da prova.

Mesmo assim, a maioria das universidades costuma realiza-la.

A medida trabalhada pela Comissão mantém a obrigatoriedade da prova teórica.

Sendo assim, para as instituições que optam por aplicar também a parte prática, é feito um exame escrito na primeira fase, que tem peso de 50% na avaliação, e outra parte prática em uma segunda etapa, equivalente a 40% do conteúdo geral.

No total, as provas têm peso de 90%.

Com essa regulamentação do CNRM, a instituição pode decidir destinar 10% da nota para a avaliação curricular, isso caso ela opte por aplicar a parte prática no exame.

Normalmente, a aplicação do exame é nos hospitais-escola, ou universitários como também são chamados.

Neste caso, é feita a prova tradicional (teórica) com estações práticas para avaliar o candidato.

Nem todo o hospital realiza a prova prática, caso dos que fazem parte da rede SUS (Sistema Único de Saúde) e SES (Secretarias Estaduais de Saúde).

Em unidades menores, há uma prova teórico-prática, que mistura teoria com a prática profissional como uma forma de avaliação, algo que é permitido pela Comissão.

Em todo caso, a prova deve valer de 40 a 50% do total da nota e deve ter questões sucessivas, que devem ter valor igual para as cinco grandes áreas trabalhadas como conteúdo do exame.

 

COMO FUNCIONA A PROVA PRÁTICA DE RESIDÊNCIA MÉDICA


A maioria dos concursos realiza a prova prática de residência médica da mesma maneira, onde há cinco estações práticas sucessivas que o candidato deve participar.

Existe a possibilidade de o hospital acrescentar outras estações interativas, que contenham projeções de slides, por exemplo.

Tradicionalmente, há um grupo de cinco alunos que fica rodando pelas salas entre as estações, não havendo um tempo padrão entre as provas.

Neste caso, algumas estações tem um tempo médio de cinco minutos e podem levar até dez, que é o tempo máximo.

No período, o candidato deve avaliar a situação da estação e apresentar uma resposta.

Além disso, a resposta tem ligação com o tempo destinado a estação, ou seja, quanto mais tempo, maior a complexidade da resposta.

Em estações de cinco minutos, as questões costumam ser mais direcionadas, onde o médico recebe todo o quadro clinico e precisam aplicar apenas um comando direto (diagnóstico e tratamento).

Para as questões com tempo máximo de dez minutos, é necessário fazer a anamnese, realizar procedimentos e ainda responder algumas questões por escrito.

A Universidade de São Paulo e a Santa Casa, também em São Paulo, são algumas das instituições que costumam utilizar esse padrão.

No geral, as estações não trazem casos tão complexos, são normalmente procedimentos comuns que o médico vai se deparar ao longo da carreira em grande escala.

Neste caso, não será cobrado para o candidato resolver uma questão sobre neurocirurgia.

 

 DIFICULDADE DA PROVA PRÁTICA DE RESIDÊNCIA MÉDICA


O grande medo dos candidatos é em relação a prova prática de residência médica, por pensarem que serão apresentados a questões complicadas e, normalmente, incomuns da profissão, mas não é realmente isso.

A prova prática de residência médica é realmente difícil e tem um peso importante para a avaliação geral, o que por si só já assombra os candidatos e exerce uma intensa pressão sobre eles.

Mas, na realidade a dificuldade está em conseguir realizar um procedimento comum sem erros, sob a tensão e em um curto período.

Isso faz com que os médicos não raciocinem direito e acabam por esquecer algo na resposta, assim como se perdem no tempo disponibilizado e não concluem a pergunta.

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É por esse fator que é a experiência acaba sendo um diferencial para o processo seletivo, tanto que muitos médicos esperam até dois anos para tentar uma vaga no programa de residência médica.

Em cada estação, o médico será apresentado a um caso clínico.

Esses dados podem estar tanto presos a porta como na bancada de um consultório.

É necessário que o profissional leia atentamente o que está proposto ali, que é determinante para conseguir responder adequadamente.

Pode ser que ele se depare com muitas questões consideradas inovadoras e criativas, mas no geral os temas são bastante recorrentes.

Neste caso, é cobrado procedimentos básicos da profissão como biopsias, toracocentese, paracentese e sutura, entre muitos outros.

Isso compõe, normalmente, casos de clínica geral.

No caso da ginecologia e obstetrícia, que também é um conteúdo cobrado na avaliação, o candidato pode se deparar com a propedêutica da grávida, assim como alguma conduta final, que consiste em exames físicos para apresentar um diagnóstico e a conduta correta para o procedimento.

Costumam também aparecer casos relacionados a sala de parto e reanimação neonatal, orientações de dietas ou vacinas, entre outros campos de estudo.

É importante que o médico tenha todo o cuidado ao ler a proposta da questão, isso porque costumam aparecer algumas pegadinhas no enunciado, que podem acabar confundindo o profissional.

A ideia é justamente essa.

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