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Você conhece as principais diferenças entre as provas teórica e prática de residência médica?

Você conhece as principais diferenças entre as provas teórica e prática de residência médica?

Você conhece as principais diferenças entre as provas teórica e prática de residência médica? 

Essa pergunta pode parecer bem óbvia e sua resposta pode ter sido “Claro, uma é a base da teoria e a outra é a na prática” mas será que só isso já define a diferença entre elas?

Você sabe como se preparar para cada etapa do processo para entrar na residência médica? 

Para saber como estudar para cada etapa, é necessário, antes de mais nada, conhecer bem cada etapa e entender suas diferenças, assim você vai conseguir misturar teoria e prática na hora de estudar!!

Quer aprender como pode misturar prática e teoria na hora de se preparar para cada etapa do processo de residência médica? Então continue lendo.

Fases do processo: Provas teórica e prática de Residência Médica

Já é conhecido que as provas de residência médica são complexas e extensas, e esse é um dos motivos que muitos candidatos se preocupem, e alguns buscam se preparar para elas mesmo ainda na faculdade de medicina

E, de súbito, existem várias estratégias para se ter uma boa performance em provas tão extensas como essas, sem se deixar ser vencido pelo cansaço. E esse segredo está na sua preparação para as provas.

Para a prova teórica você até pode ter uma boa noção do que precisa estudar, mas para a prova prática de residência médica, pode ficar confuso e se perguntar “Mas como se estuda para uma prova prática?”

Antes de respondermos essa pergunta, é importante conhecer como as provas, prática e teórica de residência médica funcionam.

Só assim você vai conseguir entender as diferenças entre elas e, posteriormente, potencializar os estudos para se preparar para ambas as fases.

Sendo assim, as duas fases de prova para residência médica são:

PROVAS TEÓRICAS

Normalmente, as provas objetivas são compostas por 100 questões múltipla-escolha.

Algumas possuem 120, outras 90 ou 80, e algumas de R3 tem até 50.

Mas, na média podemos dizer que são 100 questões.

Sobretudo, o conhecimento do candidato sobre técnicas de resolução de testes, verdadeiro ou falso e controle do tempo de prova nesta etapa faz total diferença.

Pois, nesta fase teórica o médico precisa ir muito bem, acima da média.

Se ele for na média ou abaixo da média, já poderá ser reprovado nesta etapa.

Concluindo, a prova objetiva é realmente muito decisiva, com maior peso nos processos seletivos: em torno de 50% em média!

Provas práticas

A prova prática, que exige do candidato não apenas conhecimento teórico, mas também um conhecimento procedimental e na medicina esse tipo de conhecimento é fundamental.

Visto que o procedimento traz o padrão de atendimento, uma premissa básica para a garantia de qualidade de um grande hospital.

A maioria dos concursos que realizam a prova prática aplicam ela
sempre da mesma maneira, sendo 5 estações práticas sucessivas que o
candidato deve participar.

A prova prática tem um peso médio de 40%, isso é, a prova prática, somada à teórica representam em média 90% da sua nota final!

Entretanto, muitos dizem que fazendo um bom internato, conseguem passar pela prova prática sem sufoco.


Leia também: Tudo sobre as estações da prova prática


Principais diferenças entre as provas teórica e prática de residência médica

Confira agora algumas das principais diferenças entre as provas teórica e prática de residência médica:

#1 Anamnese: 

A anamnese nada mais é do que a entrevista realizada pelo profissional de saúde ao seu paciente, de forma que essa é um ponto inicial no diagnóstico de uma doença.

  • Na prova teórica, a anamnese já estará transcrita no enunciado da questão, sendo assim, você precisa ter muita atenção na hora de ler a questão, pois toda informação que você precisará, estará nela. 
  • Na prova prática, a anamnese pode ser um dos seus objetivos em uma das estações da prova prática, sendo assim, atente-se às questões e ao prontuário, análise os exames disponíveis, e preste atenção às respostas que o paciente te dará.

#2 Exame físico: 

O exame físico, em conformidade com o que o próprio nome já diz, consiste em avaliar o paciente através de uma inspeção física, palpação, ausculta e percussão, com o auxílio de equipamentos como; estetoscópio, termômetro, esfigmomanômetro, lanterna, lupa, oftalmoscópio.

  • Na prova teórica, essa informação pode estar no enunciado, ou então, ser uma resposta da questão, como por exemplo “Para identificar a seguinte doença, qual exame físico é mais comum?”
  • Na prova prática, pode ser avaliado e pontuado com base em checklists, ou seja, pequenas ações e etapas que você deve realizar para cumprir a estação, outro detalhe é que a execução e descrição do exame geralmente são requisitadas, por isso, não deixe essa etapa passar.

#3 Exame complementar de diagnóstico:

É um teste solicitado pelo médico após uma anamnese e exame físico, para confirmar ou descartar um diagnóstico clínico. Geralmente são análises químicas ou biológicas de amostras de fluidos corporais, como por exemplo: sangue, urina, fezes, entre outros.

  • Na prova teórica, essas informações podem estar descritas no enunciado, não necessariamente em forma de texto corrido, podem estar presentes em forma de imagem, laudo, resultado, ou então como uma resposta da questão.
  • Na prova prática, a solicitação de exames e sua interpretação podem ser tarefas a serem realizadas na estação, e dependendo do caso, talvez sejam fundamentais para fechar um diagnóstico. 

#4 Hipótese diagnóstica:

Se trata de registrar quais são as principais hipóteses diagnósticas de acordo com o exame clínico realizado (anamnese + exame físico). As hipóteses diagnósticas são a conclusão de sua consulta, de forma que irão guiar a conduta a ser utilizada.

  • Na prova teórica, pode estar presente no enunciado, entretanto, é mais comum que seja cobrada como uma resposta da questão.
  • Na prova prática, essa informação pode ser informada no próprio roteiro da estação, mas também pode ser cobrada como uma resposta final.

#5 Passar a informação ao paciente:

Nada mais é do que informar o paciente do diagnóstico que você chegou, e se for necessário, realizar a prescrição e demais orientações. 

  • Na prova teórica, dificilmente será exigido de você que passe informações a um paciente sobre o diagnóstico.
  • Na prova prática, é possível que haja um checklist para a maneira como deverá expor o diagnóstico ao paciente, assim como na anamnese, a forma como irá falar com o paciente é muito importante, pois é nela que você conseguirá demonstrar suas habilidades interpessoais, realizando um atendimento humano e empático. Afinal, isso também será avaliado. 

#6 Notificação compulsória

Uma doença de notificação obrigatória ou doença de notificação compulsória é qualquer doença que a lei exija que seja comunicada às autoridades de saúde pública. Os dados permitem às autoridades monitorar a doença e permitem antever possíveis surtos.

  • Na prova teórica, é comum que complemente uma dissertativa ou então a resposta de uma questão de múltipla escolha. 
  • Na prova prática, frequentemente faz parte do checklist das estações, se o caso se tratar de uma doença necessita ou não de notificação. Dessa forma, se atente ao diagnóstico e não se esqueça de relatá-la se for o caso. 

#7 Tratamento do paciente

Nada mais é do que a prescrição e explicação do tratamento ao paciente, assim como possíveis restrições e procedimentos. 

  • Na prova teórica, o tratamento recomendado ao paciente pode ser cobrado como uma resposta.
  • Na prova prática, pode ser cobrado não só a prescrição do tratamento como também a explicação dele ao paciente, e voltamos a dizer, a forma como se comunica e tratar o paciente também está sendo avaliada, sendo assim, esse é o momento de demonstrar suas habilidades interpessoais, realizando um bom atendimento.

Como se preparar para as provas prática e teórica de Residência Médica

Conforme vimos, as provas teórica e prática de residência médica tem os mesmos assuntos, o que muda é a forma como esse tema é cobrado, dessa forma, vamos ver agora como se preparar para essas duas fases:

Já que o conteúdo é o mesmo, o que muda é apenas a forma como o assunto é cobrado, porque não usar a teoria para se preparar para a prática? 

Isso mesmo, capriche no estudo para a prova teórica, com um bom cronograma e planejamento de estudos, seguidos de um método só seu, estude as questões de provas anteriores, faça revisões focadas, dessa forma conseguirá absorver todo o conteúdo necessário.

Quando estiver estudando, pense de que forma você poderia aplicar esse ponto, ou, se for uma questão, como seria o desenrolar do caso. 

Outro detalhe são as simulações práticas, elas podem ser muito úteis pela experiência que te trazem, para “sentir o clima” de uma avaliação desse tipo e para que você comece a controlar sua ansiedade.

Outrossim, se você já está realizando plantões como generalista, ou está na fase de internato, esse é um ótimo momento para adquirir experiência prática 

Mas não esqueça, estudar a parte teórica  é fundamental para um bom desempenho, por isso resolva questões!

Entendendo as diferenças entre as provas teórica e prática, já dá para ter uma ótima noção do que vão te cobrar conhecimento teórico nas estações.


Leia também: Vai prestar prova de residência médica em 2020?

 Confira também o vídeo a seguir sobre as principais dificuldades de passar na residência médica:

Em resumo, podemos concluir por conseguinte que a estratégia de estudar para as duas provas usando o mesmo conteúdo pode gerar bons resultados, se você tiver um bom cronograma de estudos e disciplina.

Sendo assim, se precisar de ajuda pode entrar em contato com a nossa equipe de especialistas, eles estão prontos para te ajudar.

Conheça, então, os nossos programas!    

Por fim, um forte abraço, até a próxima. 

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