Afinal, o que é Residência Médica?

Afinal, o que é Residência Médica?

A vida acadêmica de um médico não acaba com a graduação na faculdade de medicina, esse é apenas o primeiro passo, o segundo é a residência médica.

Ao longo da carreira, muitos profissionais da saúde procuram se especializar em alguma área, onde podem atuar como médicos especialistas, por exemplo.

Essa especialização é chamada de residência médica, que é uma espécie de pós-graduação para o pessoal da medicina.

Ela é um programa administrado pelo CNRM (Comissão Nacional de Residência Médica) em parceria ao Ministério da Educação (MEC), sendo que há a distribuição de bolsas para os médicos que conseguirem uma vaga no programa através de alguma instituição de ensino.

Vale lembrar que, mesmo sendo um curso opcional aos médicos, é necessário passar por um processo de seleção que é tão concorrido quanto o vestibular.

A ideia de se especializar em uma área da saúde é mantida por muitos profissionais, mas a distribuição de vagas é baixa, o que leva a disputa acirrada entre os candidatos.

Mas afinal, como funciona essa tal de residência médica que todos falam? Você precisa de mais informações? Então continue lendo esse artigo e acabe com suas dúvidas.

Nesse artigo você vai saber mais sobre:

>A residência médica é obrigatória?

>Para que serve o programa de residência médica?

>Remuneração na residência médica

>Como funciona o processo seletivo?

>Desvantagens da residência médica

A RESIDÊNCIA MÉDICA É OBRIGATÓRIA?

Como dito à cima, participar de um programa de residência é algo opcional, ficando a critério do profissional.

É possível explanar isso com a oferta de vagas apresentada pelo programa.

Isso porque o CNRM costuma abrir uma média de sete mil vagas divididas entre algumas instituições, mas o país forma por ano aproximadamente dez mil médicos, ou seja, uma porcentagem desses recém-formados acaba não tendo a opção de cursar o programa logo no início da carreira, o que não quer dizer que não possam participar algum dia.

Esses três mil profissionais que, por consequência da baixa distribuição de vagas, não se especializam em nenhuma área podem atuar normalmente na profissão.

A única diferença que é não recebem a nomenclatura de especialistas, mas são considerados clínicos-gerais.

Como são necessários alguns anos de experiência na profissão, visto que isso é cobrado em uma das provas do programa, nem todos os médicos encaram o processo seletivo logo após se formarem.

 

PARA QUE SERVE O PROGRAMA DE RESIDÊNCIA MÉDICA?

O intuito dos programas de residência médica de preparar os médicos para estarem um patamar à cima na profissão, afinal eles atuarão como especialistas.

Na especialização, os médicos passam a acompanhar casos reais para que possam adquirir experiência, tanto em conhecimentos técnicos-científicos como também na prática profissional, ambos voltados para a área em que desejam se especializar.

No geral, a residência é uma modalidade de pós-graduação dada no formato de cursos de especialização aos médicos.

Os programas são realizados dentro das principais instituições médicas que existem no país, normalmente ministrada por universidades.

A orientação é feita por profissionais já formados e com ampla experiência, como mestres, doutores e pós-doutores (respectivamente ao mestrado, doutorado e pós-doutorado).

O título de residência médica só pode ser empregado se a instituição for credenciada pelo CNRM, caso contrário é tido como uma pós-graduação comum.

A maioria das universidades tradicionais e conhecidas do país participam do programa, ofertando as vagas para que atuem em hospitais, normalmente públicos, que administram.

Cada especialidade tem sua própria duração, por isso os cursos têm uma variação de tempo, mas há uma média de dois a quatro anos.

Especializações em cirurgias, por exemplo, costumam ter um período mais curto de duração, ou seja, o médico se torna um cirurgião geral em apenas dois anos.

 

REMUNERAÇÃO NA RESIDÊNCIA MÉDICA

O diferencial da residência médica é que os profissionais continuam a trabalhar, esse método é chamado de treinamento em serviço.

No Brasil, o programa existe desde 1977, quando houve a sua regulamentação.

Outro ponto que é tido como vantajoso é que o profissional não precisar pagar para se especializar, o curso é gratuito e ainda garante uma bolsa auxílio durante todo o período de residência.

O valor de remuneração é o mesmo para hospitais públicos ou privados que ministrem o curso.

Ele tem variação e o mínimo é de R$ 2.100,00, mas em média os hospitais pagam R$ 3.674,00 por mês aos residentes.

COMO FUNCIONA O PROCESSO SELETIVO?

Para participar do programa, o médico precisa passar em um processo seletivo.

Ele é dividido em três etapas, por isso é tão importante que ele tenha experiência na profissão.

A primeira fase é constituída de uma prova teórica e prática, que tem maior peso em toda a divisão do conteúdo.

Nesta etapa, o candidato precisa responder questões sobre o cotidiano da profissão, sendo assim são abordados conteúdos de clínica médica, cirurgia, pediatria, ginecologia e obstetrícia, e sob a medicina social.

Há outras duas etapas que são divididas entre a análise curricular e uma entrevista pessoal, juntas as duas provas somam 10% do conteúdo total do processo seletivo.

Os outros 90% ficam com a prova teórica e prática.

No caso do currículo, as instituições usam como base a experiência profissional do médico, como os locais que ele trabalhou antes do processo, e também o ponto acadêmico, ou seja, a instituição de ensino superior em que ele fez a graduação.

Por se tratar de um processo longo e com muito conteúdo, há alguns anos estão surgindo cursos preparatórios, assim como ocorre para o exame da Ordem dos Advogados (OAB).

Esse método serve para auxiliar os estudos dos profissionais, para que tenham um desempenho melhor na disputa para entrar no programa.

Os cursos costumam focar, por exemplo, na revisão de conteúdos ministrados na faculdade, além de apoiar o profissional para desenvolverem macetes para a seleção como um todo.

DESVANTAGENS DA RESIDÊNCIA MÉDICA

No geral, a maior desvantagem apontada pelos profissionais é a dificuldade para ingressar nos programas de residência, visto que o processo de seleção é bastante rigoroso e concorrido.

Instituições como a Universidade de São Paulo (USP) são uma das mais concorridas do país, tanto que o número de concorrentes por vaga chega a ser muito semelhante ao do vestibular, onde as turmas têm mais vagas ofertadas, normalmente.

É comum que os médicos recém-formados se dediquem por um longo período para conseguirem um bom desempenho no processo.

Em geral, eles passam até um ano estudando para o concurso, sendo que alguns começam a se dedicar a preparação ainda não período da faculdade.

Aprenda como ficar preparado para as provas de Residência Médica!

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