[Vídeo 17] Marcio entrevista Dr. Rodrigo Rosique – Parte 1

[Vídeo 17] Marcio entrevista Dr. Rodrigo Rosique – Parte 1

Nas semanas anteriores aqui na série Universo Médico, te apresentamos todo o nosso método campeão, o Medcoach. Falamos sobre cada etapa, quais as ferramentas e técnicas são necessárias para que você alcance a tão almejada aprovação na residência médica!

E nesta semana você verá a primeira parte da entrevista com o Dr. Rodrigo Rosique, especialista e professor adjunto de cirurgia plástica na Universidade Federal de Goiás (UFG). Tivemos o prazer de conhecer a fundo sua carreira na medicina, ouvindo dele todos os desafios que enfrentou antes e durante a residência médica.

Aproveite para ouvir a experiência real de quem passou por tudo o que você está passando agora, se inspire!

Aperte o PLAY e confira tudo que ela nos contou.

Vá direto para o que te interessa! Confira abaixo os temas abordados em cada minuto do vídeo:



» 00:01 até 01:37 – Contanto como foi a escolha pela medicina

» 01:38 até 03:17 – Como foi o processo de definição da especialidade

» 03:18  até 04:06 – Durante a faculdade a dúvida sobre a especialidade pode surgir

» 04:07 até 05:29 – Como foi a preparação para as provas de residência

» 05:30 até 07:38 – O que faz diferença na hora de estudar para se tornar um profissional mais qualificado 

» 07:39 até 13:23 – O que aconteceu após concluir a residência em cirurgia geral


Ou confira o conteúdo do vídeo, abaixo:

No post de hoje vamos contar um pouco da nossa conversa com o Dr. Rodrigo Rosique especialista em cirurgia plástica, que é formado, pós-graduado e mestrando pela USP de Ribeirão Preto. 

Ele nos contou toda sua história com a medicina e todos os desafios que enfrentou para se tornar o profissional que é hoje.

Tudo começou com o pai de Rodrigo, goiano, quando se mudou para Rondônia e junto com sua mãe, enfermeira, montaram um hospital. Onde ele e suas três irmãs cresceram já nessa realidade, o quintal da casa era o fundo do hospital.

A medicina já era uma coisa normal pra eles, brincavam nos corredores do hospital, assistiam a cirurgias, então pode se dizer que a escolha da profissão foi por inércia, visto a realidade em que ele já vivia.

Perguntamos a ele como foi a decisão da especialidade médica, como foi o processo e quais caminhos ele percorreu até chegar a decisão de ser um cirurgião plástico.

Ele começou dizendo que em seu ponto de vista a medicina tem uma característica fantástica, que é a de possuir diversas especialidades diferentes, atraindo assim perfis diferentes de pessoas. 

Então o importante é primeiramente identificar as suas características, aquilo que você gosta, afinal a rotina diária de um neurologista é muito diferente de um pediatra, por isso é preciso pensar no que você realmente gosta, visto que você irá fazer isso todos os dias da sua vida.


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Ele mencionou alguns exemplos dentro da cirurgia como:

Se você gosta mais de resoluções rápidas, de seguir protocolos, a cirurgia acaba sendo uma escolha natural.

E da mesma maneira, dentro da cirurgia, se você gosta de artes, assim como ele que sempre gostou de música, pinturas, a cirurgia plástica naturalmente chama mais atenção, por ser das áreas da medicina, a área que mais mescla esses aspectos subjetivos artísticos com a objetividade da cirurgia.

O Dr. Rodrigo contou que nunca chegou a cogitar outra especialidade médica a não ser a cirurgia. Porém, durante a faculdade normalmente você é surpreendido por algumas especialidades que você nunca imaginou e que elas acabam identificando com sua personalidade.

E durante sua faculdade, Dr. Rodrigo, se identificava muito com psiquiatria, neurologia, tudo que envolvia o cérebro humano o encantava. Mas nunca chegou ao ponto de abrir mão da cirurgia, pois via que seria mais feliz seguindo esta especialidade. 

Depois disso perguntamos como foi a fase de preparação para residência médica, como foram seus estudos (se estudava sozinho, fez cursinho preparatório), visto que Dr. Rodrigo fez residência na USP-RP, uma residência super concorrida e desejada por muitos profissionais. 

Ele nos contou que além de ser uma residência super disputada, outro fator agravante o preocupou na época. Na sua turma todos optarão por cirurgia, ou seja, a concorrência estava grande, mas no final deu tudo certo!

Naquela época Dr. Rodrigo conta que ainda não existia cursinhos em Ribeirão Preto, já existia em São Paulo, então eles tinham acesso ao material. Porém aulas presencias ou á distância ainda não.

A alternativa era formar grupos de estudos, trocavam conhecimentos entre si e resolviam provas de anos anteriores, que pra ele não tem nada melhor do que treinar para as provas de residência médica com outras provas.

O Dr. disse também que seu doutorado não foi planejado, o que aconteceu foi que quando ele ainda era residente de cirurgia geral, ele foi escolhido pelos alunos do sexto ano de medicina como residente homenageado. 

E após isso recebeu um convite do Departamento de Cirugia pedindo para que ele tentasse seguir a carreira de docência, visto que ele se dava muito bem com os alunos. 

Foi aí então que ele iniciou o doutorado, no primeiro momento ele entrou sem nenhum planejamento. Mas hoje, ele encara o doutorado como um presente que aconteceu. Pois, segundo ele, o doutorado te da habilidades muito além da questão do ensino, principalmente no acumulo de conhecimentos.

Visto que a medicina hoje em dia, tem uma taxa de renovação muito rápida. E os livros e textos que já existem não acompanham essa evolução, então você precisa se manter atualizado através dos trabalhos científicos.

E existem trabalhos científicos de todo nível de qualidade, então o doutorado, para ele, capacita você a ler com uma crítica maior, absorvendo o que é válido e questionando coisas que você não concorda. 

Dr. Rodrigo contou que quando entrou para cirurgia geral ele já sabia que queria cirugia plástica. Pois a cirurgia plástica conseguia unir três coisas que chamavam muito sua atenção.

Pra ele a cirurgia plástica tem um aspecto humano psicológico muito forte, não é somente a cirugia em si, a mudança da forma do corpo visa, sobretudo, um impacto positivo na mente do individuo. 

Outro aspecto é o artístico, cada cirurgião plástico tem sua abordagem, tem sua maneira de fazer cirugia. Se você der o mesmo paciente para 200 cirurgiões plásticos, serão 200 resultados diferentes. É algo extremamente artístico, como pintar um quadro.

Então durante a cirugia geral, o Dr. Rodrigo já foi buscando preparar o seu currículo para a cirurgia plástica. Procurou grandes centros de cirurgia plástica ao redor do mundo, fez estágio na Universidade de Paris, na Universidade de Nova York, na clínica Planas que é um centro de referência em Barcelona, foi para Milão e também para São Paulo com a Dr. Vera Cardim. 

Com esse processo ele já foi moldando seu currículo, tendo assim uma ideia das diversas áreas da cirurgia plástica, e também do dia a dia da especialidade a partir de centros referências no mundo.

A partir daí Rodrigo prestou a prova, a residência de cirurgia plástica são 3 anos além dos 2 anos de cirurgia geral, e no final dos três anos prestou a prova de título.

Após ser aprovado na prova de título, daí pra frente começou o dia a dia da cirurgia plástica. 

Por ser uma especialidade que exige uma habilidade manual, quanto mais você treina mais habilidade você tem.

Ele da uma dica para os cirurgiões plásticos que estão começando, que no começo o ideal é se unir a cirurgião plástico mais experiente, podendo ver como funciona e etc. 

No caso dele, passou a acompanhar no início o tio que é cirurgião plástico, aprendendo até que um dia ele já consquistou sua clientela e alçou voo solo.

 

Esperamos que tenham gostado do conteúdo desse vídeo. E continuem ligados que vem muito mais conteúdo por ai!!

Se gostou deste artigo, fique ligado no próximo vídeo da série: [Vídeo 18] Marcio entrevista Dr. Rodrigo Rosique – Parte 2

 

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